Em termos de infraestrutura e bem-estar do público, a decisão em reduzir cerca de 15 mil pessoas por dia foi o ponto mas acertado desta edição do Rock in Rio. As filas para comer e ir ao banheiro tiveram uma redução significativa, fato que deixou o público muito mais confortável para aproveitar todas as atrações montadas dentro da Cidade do Rock

No último dia, o do Iron Maiden, em que houve mais fila para entrar, a espera foi de pouco mais de uma hora às 15h, quando a maioria das pessoas entrou.

O som do palco Sunset prejudicou os shows de Mallu Magalhães, em um incompreendido tributo ao compositor Moacir Santos, e ainda os de Rob Zombie, Sebastian Bach e Gogol Bordello. É preciso levar em conta que fazer o som de tantas bandas diferentes, às vezes, precisando dar conta de variações que vão do jazz ao metal extremo é um terreno pantanoso. E foram detalhes como timbragens, altura dos instrumentos, ausência ou excesso de frequências graves, nunca microfonias ou problemas mais sérios.

De qualquer forma é algo a ser melhorado para ser coerente com o discurso de que o Sunset não é um palco secundário, até por que alguns dos melhores shows do festival foram feitos lá, como Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Roberta Sá, em um revival dos Novos Baianos; Marky Ramone e Michal Grave; George Benson e Ivan Lins; Grace Potter e Donavon Frankenreitter; Ben Harper e Charlie Musselwhite, Vintage Trouble e Jesuton, Rob Zombie, Olodum e Kimbra, e Zé Ramalho e Sepultura.

A grama sintética foi outra bola dentro. Como se viu no Lollapalooza Brasil deste ano, a lama, parte da mística de eventos como Woodstock, Glastonbury e, no Brasil, Águas Claras e o próprio Rock in Rio 85, não é mais bem vista em um evento de grande porte. No festival em São Paulo, no entanto, havia o fator agravante de o festival ter sido realizado no Jockey Club e a mistura com cocô de cavalo não ter sido exatamente divertida.

Só se viu chuva na véspera da quinta-feira que abriu a segunda etapa do Rock in Rio 2013. Na quinta, havia uma poça aqui e ali, mas a “drenagem” da Cidade do Rock passou bem no teste.

Quanto ao palco Mundo, ainda é complicado entender o repeteco de atrações como Jota Quest, Capital Inicial e Skank, enquanto grandes atrações com sucesso de público – Marky Ramone, Robie Zombie, Offspring, Helloween e Viper – são destinadas ao palco Sunset e escaladas para horários em que o público ainda está tentando chegar ao festival ou castigado pelo forte sol do Rio de Janeiro. A locomoção entre o palco Mundo e o Sunset – principalmente no horário em que rola o último show do sencundário a abertura do principal – é praticamente impossível. A pior lembrança fica por conta do princípio de tumulto que aconteceu entre os shows do Offspring (Sunset) e Capital Inicial (Mundo). 

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