Para alguns 2013 foi o ano da ressurreição, para outros o do ocaso da música pop; um ano em que Miley Cyrus e Justin Bieber se transformaram em vítimas de seus próprios sonhos, e grandes nomes da música, como Rolling Stones e David Bowie, tiveram um retorno festejado e elogiado.

Em seu 66º aniversário, em 8 de janeiro de 2013, o White Duke lançava, após uma década de silêncio, o primeiro single que já permitia prever um retorno glorioso.

Mas, The Next Day, nome de seu 30º álbum, não foi a única mensagem que Bowie nos enviou. O artista também emprestou sua imagem à marca Louis Vuitton, foi considerado o britânico mais bem vestido da história, e seu icônico estilo protagonizou uma exposição no Victoria & Albert Museum de Londres.

Outro retorno esperado foi o de Cher, que lançou Closer To The Truth, 12 anos depois de seu último álbum. A diva parece nunca ter abandonado os palcos e seu espírito se mantém incansável.

Paul McCartney também se atreveu com um novo disco. Intitulado New, o álbum contém canções inéditas pela primeira vez em seis anos e recebeu ótimas críticas na imprensa especializada.

Também ressurgiu das cinzas Lady Gaga, para quem 2013 esteve repleto de altos e baixos físicos e emocionais. A compositora nova-iorquina se viu obrigada a suspender a turnê de Born This Way Ball no começo do ano por causa de uma lesão de quadril, mas em novembro retornou aos palcos com um novo álbum, ARTPOP, desta vez com uma imagem um pouco mais sóbria.

Outra das estrelas internacionais que sofreu uma mudança radical ao longo deste ano foi a ex-garota da Disney Miley Cyrus. A cantora, que em 2010 já havia declarado que não era uma menina, neste ano mostrou toda sua vertente erótica.

Sua provocadora atuação no MTV Video Music Awards, quando subiu ao palco de lingerie e com um rápido movimento de quadris junto de Robin Thicke; seus escândalos com as drogas; a nudez no clipe de Wrecking Ball e a sexual apresentação junto com Papai Noel no espetáculo Gingue Ball 2013 aceleraram sua repentina conversão.

Algo similar aconteceu com Justin Bieber. Embora a estrela continue a apaixonar a maioria de suas fãs, os contínuos atrasos nas apresentações, que chegam a quase duas horas, o fizeram ser agredido em mais de um show. Esta estampa rebelde foi protagonista este ano da turnê Believe, que teve episódios de violência física e verbal, inclusive no Brasil.

Mas nem todos os que rodeiam o canadense sofreram o mesmo destino. Seu descobridor, Justin Timberlake, pode afirmar que 2013 foi seu ano. Ganhador indiscutível dos American Music Awards, o menino tímido do N’Sync conseguiu com seu novo disco, 20/20 Experience, chegar no topo da maturidade musical e da fama.

Já os Rolling Stones retornaram em julho ao Hyde Park de Londres para fazer uma histórica apresentação 44 anos depois no mesmo local em comemoração das cinco décadas luzindo o selo de “Suas Satânicas Majestades”.

Quem também não tem nada a reclamar deste ano, já que emplacou o hit mundial de 2013, é o coreano Psy, que confessou sua dependência ao álcool, e também Chris Brown, que foi para a reabilitação para sair de seu próprio buraco.

Quem, mesmo depois de morto, continua dando o que falar é Michael Jackson. Quatro anos depois finalmente a Justiça condenou o então médico Conrad Murray pela overdose de medicamentos, ao mesmo tempo em que voltaram a surgir acusações de abusos sexuais contra o rei do pop. Além disso, sua filha, Paris Jackson, tentou o suicídio.

O ano se despede com muitos altos e baixos, reencontros e despedidas, como o anunciado fim dos Jonas Brothers

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