Pearl Jam

Divulgação Pearl Jam

Eles cativam seus fãs com shows longos, enérgicos e nunca monótonos. O Pearl Jam, que se apresenta nesta quarta (21), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e sábado, no Lollapalooza, em São Paulo, é uma banda fácil de gostar e difícil de largar.

“A expectativa é enorme, comprei os ingressos para os shows na semana que abriu a compra. Vou sair de Senhor do Bonfim, Bahia, pra assistir os dois shows no RJ e no Lolla. Chega o Natal mas não chega dia 21 (risos)”, brinca o advogado Rodrigo Reis, da Pearl Jam Brasil.

Luiz Henrique Varzinczak, estudante de doutorado em Ecologia, da Pearl Jam to Fly, enumera sobre os motivos que fazem com que a banda seja imperdível ao vivo.

“​Três fatores tornam o Pearl Jam uma banda imperdível ao vivo. Primeiro, e mais importante, é a energia que a banda passa durante seus shows​. Você realmente sente que eles estão se divertindo, e a forma como isso é feito, interagindo com a plateia, torna a experiência única mesmo para quem já acompanhou diversos shows da banda.”

“Segundo, é o fato de cada show ter cerca de 2h30 a 3 horas, e na média são tocadas 30 músicas, ou seja, um vasto repertório contemplando desde clássicos para o público geral até músicas raras que os fãs mais assíduos gostam”, continua.

“E terceiro, é que cada show é único. A lista de músicas a serem tocadas é definida momentos antes do show, e depende muito do ambiente em que acontecerá e de uma série de fatores relacionados à banda. Então cada show é uma surpresa, o que faz com que muitas pessoas queiram acompanhar mais de um para ouvir mais do vasto repertório da banda. Com esses três elementos o Pearl Jam encontrou a fórmula mágica para se tornar uma das maiores bandas de rock para se ver ao vivo”, completa.

Pearl Jam

Divulgação Pearl Jam

Rodrigo vai na mesma linha ao falar sobre os motivos que fazem com que o show seja imperdível para ele. “A energia que eles passam ao vivo é bem legal. Isso sem contar o respeito e preocupação com os fãs. Não é um show comum, são mais de três horas de show.”

O gerente Cristiano Feix, também da Pearl Jam To Fly, diz estar tranquilo para reencontrar seus ídolos. “Para o show do Maracanã e do Lollapalooza, não tenho nenhum pedido ou expectativa. Vou nos dois com o sentimento de contemplação. A banda já me deu tudo que eu precisava, e ainda me dá através de sua música e atitudes.”

Rodrigo ensina alguma de suas manhas: “Eu procuro chegar um pouco mais cedo pra comprar o merchandise oficial, não bebo cerveja pra não dar vontade de ir no banheiro toda hora e bebo bastante água durante o show pra não desidratar”.

Sobre o que faz com que o grupo permaneça atual, o advogado resume: “A banda mantêm os mesmos princípios desde quando foi fundada, tanto artisticamente quanto ideologicamente. Vale lembrar que a banda é apoiadora de causas sociais tão importantes nos dias de hoje”.

Luiz concorda: “​As músicas escritas há quase​ trinta anos, no começo da banda, ainda têm espaço para os problemas e alegrias vividas por milhões de pessoas hoje. Ainda vejo jovens se identificando com os mesmo questionamentos pessoais do ínicio dos 90 na “era grunge”, tentando se encontrar no mundo cada vez mais dinâmico, com muitos deles usando a música como saída pessoal. Além disso, a banda nunca deixou de lutar pelas causas em que acreditam”.

Pearl Jam

Divulgação Pearl Jam

“Eles ainda têm engajamento social, refletido no apoio na luta das mulheres por uma sociedade mais igualitária e com menos violência, são envolvidos em políticas ambientais relacionadas à destruição da natureza e apoiam diferentes projetos sociais relacionados à crianças com deficiência e menos favorecidas. Isso tudo reflete em suas músicas, tornando elas contemporâneas com os problemas políticos e sociais enfrentados atualmente e dando voz a milhões de pessoas que lutam pelos mesmos objetivos”, ressalta Luiz.

Já em relação a sua preparação, ele admite não ser barato. “Impossível não ressaltar que a maior preparação é financeira, pois acompanhar o Pearl Jam envolve gastos além do ingresso com passagens, alimentação e hospedagem. Então, quando acaba uma turnê, parte das economias já são direcionadas para uma futura vinda da banda, que tem sido com frequência a cada dois ou três anos. No dia do show, a preparação é a parte mais fácil. A única necessidade é gostar da banda. O resto, eles fazem por si só”, aponta o morador de Curitiba.

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