Tristeza, culpa, vitimismo e outras chateações são irresistíveis após o término, não há como negar. Experimentar um pouco dessa melancolia que acompanha o luto da separação é até normal, a gente entende; o problema é entrar no ciclo vicioso de lágrimas, tortura e carência até o esgotamento, como se não existisse luz no fim do túnel. Boas novas: existe, sim, e a vida fica ainda melhor se você souber aproveitar essa oportunidade.

No dicionário, resiliência é a propriedade que alguns corpos têm de retornar à forma original após uma deformação elástica. No que diz respeito ao coração, vale o mesmo. Pessoas resilientes enfrentam a má sorte de peito aberto, aprendendo e evoluindo a cada decepção. Veja 7 lições good vibes de quem pratica a resiliência:

1 – Elas não tentam voltar com o ex

Existe uma razão para o relacionamento ter acabado, gostemos desse rompimento ou não. Em vez de insistir e pedir uma nova chance, que de “nova” não tem nada, vale aproveitar o momento para refletir sobre o fim e entender a confusão do término, vantagens e desvantagens, vícios e virtudes que estão por trás da separação. Sempre vai existir aquele diabinho no ombro pedindo para você mandar uma mensagem para o ex-amor, é claro; mesmo assim, a dica é resistir e se ocupar com outras coisas na crise da carência.

2 – Elas não tentam assumir a culpa ou papel de vítima

Essa é uma armadilha muito comum para quem se vê perdido e sem expectativas depois de um término. Culpar-se por tudo, porém, não é a solução. Em vez de se afundar nessa deprê, pessoas resilientes entendem os próprios vacilos e assumem a responsabilidade de alguns erros, entendendo que todo mundo tem a sua parcela de culpa naquilo que deu errado. Depois de refletir, elas encaram tudo isso como uma oportunidade única para aprender, evoluir e, finalmente, seguir em frente. Essa é a lógica da vida.

3 – Elas não se deixam definir pela perda

Pessoas resilientes também ficam com o coração quebrado, não se engane. Todo mundo tem direito a “curtir” o próprio luto em paz, sem a obrigação de segurar o choro e forçar o riso. Encarar essa fase de peito aberto ajuda no processo de superação do término, viu? A questão é que, em algum momento, precisamos seguir em frente, simplesmente. O tempo ajuda a cicatrizar as feridas, que são apenas uma parte da história, e não o todo.

4 – Elas entendem que é preciso se afastar

Você já viu alguém feliz depois de stalkear todas as redes sociais do ex? Claro que não, né. Lidar bem com o término não envolve a negação do fato, vale ressaltar; trata-se apenas de se afastar daquilo que machuca e respeitar os caprichos do tempo para curar aquela dor no coração. Em vez de perder tempo com intrigas, hipóteses, teorias da conspíração, os resilientes apenas seguem em frente, reconstruindo o que ficou em pedaços.

5 – Elas não se veem menos merecedoras do amor

Ok, o amor acabou dessa vez. O mundo vai parar de rodar? O sol vai apagar? Você nunca mais vai ter a oportunidade de se relacionar novamente? A resposta é uma só: n-ã-o. Seu valor como pessoa não está relacionado ao que os outros pensam de você, principalmente depois do término. Mesmo que ex-amor tenha dificuldade em reconhecer as coisas boas, pessoas resilientes entendem que ainda são um bom partido e merecem um amor à altura. Por que não?

6 – Elas não tentam sair como vencedoras do término

Vai bater aquela vontadezinha de esfregar uma felicidade falsa e fingida na cara do ex? Vai, sim, mas é preciso ser maior que isso, felizmente. A regra não é vencer o rompimento e, sim, focar naquilo que é realmente importante para você, a partir de agora. Trata-se da oportunidade de mudar, crescer e ser uma pessoa melhor, sem provar nada a ninguém. Lembrando da dica básica do afastamento saudável, ok?

7 – Elas não carregam bagagens para outros relacionamentos

Todo mundo já conheceu aquela pessoa que carrega fantasmas de outros relacionamentos por aí, como se precisasse de uma sessão de exorcismo do amor. Se a vontade é virar esse jogo, as bagagens traumáticas precisam ficar para trás, de verdade. Não há problema algum em encarar o “bicho-papão” do término e reconhecer que, apesar do fim, muitas coisas ainda podem mudar e melhorar em outros relacionamentos. Tem que seguir o jogo, apenas!

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