Fila no Complexo Prates

Paula Paiva Paulo/G1/Reprodução Fila no Complexo Prates

Usuários que foram expulsos da Cracolândia, no centro de São Paulo, e acolhidos no Centro Emergencial Prates, na região do Cambuci, na noite desta quinta-feira (25), jantaram uma comida estragada. As informações são do site G1, que esteve no local.

De acordo com a publicação, ao menos seis acolhidos relataram ter comido um prato de arroz, feijão, macarrão com molho e almôndegas, todos vencidos. Dois deles, um com diarreia e outro afirmando ter ficado com “uma bola” no estômago, passaram mal.

Roberto Bruzzesse, 30, que amanheceu deitado em uma tenda na Alameda Dino Bueno, na região de Campos Elíseos, teve diarreia na madrugada. “Isso não é centro de acolhida para mim. Tão tratando a gente igual bicho, isso para mim é lavagem. O certo não deveria dar para ninguém essa comida”, disse ele.

Antônio Marcos, 42, foi o que relatou a bola no estômago. “Estou com uma bola no estômago”, contou. “Aí eles falaram para a gente que ia ter mais comida. Chegou pão com mortadela, mas não deu para todo mundo”, completou.

Segundo ele, a situação só foi “resolvida” porque os abrigados ameaçaram os serventes. “Iam quebrar tudo lá se não dessem outra comida”, garantiu. Depois, o local serviu pão com salsicha e mortadela.

A responsabilidade pela gestão do local é da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, perna da administração do prefeito João Dória (PSDB). O órgão disse que as marmitas foram entregues por uma empresa terceirizada em caixas de isopor.

“Na noite de quinta-feira (25), a comida não estava em condições ideais para consumo das pessoas acolhidas. Por conta disso, o serviço providenciou a compra de pão, frios e refrigerante para que os acolhidos não fossem prejudicados. A secretaria está apurando junto à empresa fornecedora o motivo do problema”, disseram eles em nota.

Escolhido para receber os viciados da Cracolândia, o Centro Emergencial Prates tem 300 vagas e mais 300 emergenciais.

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