Alice Braga e Daniel de Oliveira vivem um romance quente, mas distante, na nova série Latitudes, que estreia em setembro no canal TNT. A atração traz um novo formato, pensado como cinema, no qual episódios complementares serão exibidos no canal a cabo e na internet.

Na atração, dirigida por Felipe Braga, Alice e Daniel interpretam uma editora de moda e um fotógrafo que se encontram em suas viagens pelo mundo.
A versão online terá episódios tradicionais de ficção de 12 minutos, e na TV, um misto de ficção e making of, com duração de 22 minutos.

Vírgula apresenta, com exclusividade, o primeiro trailer do programa. Assista:

Latitudes é uma das atrações que chega a uma TV por assinatura transformada pela Lei 12.485, mais conhecida como Lei da TV Paga. Sancionada em setembro de 2011, ela exige que um determinado número de horas diárias da programação dos canais seja de conteúdo nacional e assinado por produtoras independentes.

Para o diretor, a lei facilita o diálogo entre produtores e emissoras. “A conversa ficou, sim, mais fácil, porque há um consenso sobre a necessidade de se pensar novos formatos de financiamento e produção – e o centro desta conversa é o roteiro, o desenvolvimento inicial do projeto”, pondera. Produzida sem apoio de leis de incentivo, a série foi financiada por três marcas.

Versão Brasileira

A partir de 2014, as emissoras terão de dedicar três horas e meia à programação brasileira, parte dela em horário nobre. Além disso, operadoras de TV por assinatura devem oferecer em seus pacotes, no mínimo, três canais “superbrasileiros”, com no mínimo 12 horas diárias de programação exclusivamente nacional.
Entre os superbrasileiros tem destaque o Canal Curta, filhote da distribuidora Synapse – a mesma que idealizou o Porta Curtas, site voltado para curtas-metragens nacionais.

No ar em nove operadoras diferentes, o Curta tem alcance de 10 milhões de espectadores e, desde junho, está em busca de produtoras independentes para a criação de conteúdo original. Por enquanto, a programação tem filmes, documentários e séries, boa parte sobre cultura brasileira.
Canais como Warner Channel, antes dedicado à exibição de séries norte-americanas, correram para cumprir as metas. Desde março, a Warner exibe a série Vida de Estagiário, transmitida em 2011 pela TV Brasil e produzida por meio de um edital de R$ 2,6 milhões do Ministério da Cultura.

Já em outubro, o canal Gloob, dedicado ao público infantil, estreia sua primeira novela, Gaby Estrella.
Outro canal infantil, o Cartoon Network, está exibindo desde março no a animação Historietas Assombradas (Para Crianças Malcriadas); após o sucesso da primeira temporada, a segunda já está em produção. Em abril, estreou no canal Fox Contos de Edgar, seriado de mistério produzido pela O2 filmes, de Fernando Meirelles.

A determinação da lei, no entanto, levou o mercado a uma “crise”: faltava, e segundo profissionais do mercado, ainda falta, diálogo entre produtoras e emissoras. Para os canais, falta conteúdo e profissionais qualificados para atender à nova demanda.
“O problema do roteiro não é propriamente a falta de roteirista. Eles existem e estão aqui, trabalhando. E os canais estão atentos a isso, ao fato de que um ponte direta entre emissoras e criadores é uma das opções novas à produção”, diz Felipe.

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