Marizete (Bruna Marquezine) aplica golpe de krav magá em Greco (Caio Castro)

“Não mexam comigo na rua”, avisava uma destemida Bruna Marquezine na coletiva de imprensa de I Love Paraisópolis, que estreou segunda-feira (11). O motivo: a atriz fez aulas de krav magá, arte de defesa pessoal do exército de Israel. Marizete, personagem dela na novela das 7, luta krav magá e não está sozinha.

Hoje, 30% dos praticantes são mulheres, segundo dados da Federação Sul Americana de Krav Magá. No Centro Paulista de Krav Magá, na zona oeste de São Paulo, as alunas querem mesmo aprender a se defender, segundo Avigdor Zalmon, instrutor-chefe do Centro.

Bruna fez aula com um dos instrutores da Federação Sul Americana de Krav Magá.

Mas  o que é o krav magá? 

“Não é arte marcial pois não há competição. A gente acredita que a maior medalha é a vida que vai ser salva na rua, em casa ou em qualquer lugar”, explica Zalmon.

A arte de defesa pessoal foi criada na década de 40 por Imi Lichtenfeld, judeu de Budapeste. “Ele se destacou pela habilidade física, era excelente nadador, dançarino, foi campeão europeu de várias categorias, como luta greco-romana, box etc. “Na 2ª Guerra Mundial, liderou grupo de vários jovens que lutavam contra os nazistas e contra  a população”, conta Zalmon. Em 1948, foi fundado o Tzahal, Exército de Defesa de Israel, e Imi assumiu o cargo de instrutor-chefe de Defesa Pessoal e Educação Física.

Alunas de Avigdor Zalmon, instrutor-chefe do Centro Paulista de Krav Magá. (Foto: Gabriel Quintão)

Até 1964 o krav magá era uma arte secreta apenas das unidades de elite do exército, do Mossad (serviço secreto do governo de Israel), e do Shin Bet (órgão de segurança interna de Israel); em 1964, o krav magá começou a ser ensinado para a população civil de Israel e nas demais unidades do exército.

Em 1987, foi ministrado o primeiro curso de krav magá fora de Israel, no FBI, nos Estados Unidos, depois na Marinha francesa. Daí se espalhou pelo mundo inteiro. Hoje até no Japão, berço das artes marciais, tem krav magá. No Brasil, chegou na década de 90. Em 18 de janeiro de 1990, o mestre Kobi Lichtenstein trouxe à população brasileira a técnica de defesa que aprendeu em Israel.

Técnica 

Com respostas simples, rápidas e objetivas, a arte possibilita que qualquer pessoa, independentemente de força física, idade ou sexo, possa se defender de uma agressão iminente. Não se trata de uma arte marcial, mas sim de arte de defesa pessoal, reconhecida mundialmente.

O krav magá, basicamente, se baseia nos movimentos naturais do corpo. Não existe força física. O objetivo é trabalhar com a velocidade máxima do órgão contra o alvo.  “Funciona assim: atingir o alvo nos seus pontos sensíveis, com a maior transferência de peso e com a maior velocidade. Se você entendeu esse ponto, você é craque no krav magá”, esclarece o Zalmon.

O Virgula Diversão foi conferir uma aula de krav magá com Zalmon, no Centro Paulista de Krav Magá, para aprender alguns golpes básicos. Confira na galeria.

 

 

 

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