Não foram acidentes ou riscos reais que criaram uma imagem negativa da energia nuclear, mas sim James Bond. Essa é a teoria do presidente da Royal Society of Chemistry (RSC), David Phillips.

Segundo o cientista, ao mostrar logo em seu primeiro filme um vilão que ameaçava o mundo com seu próprio reator nuclear, montado em uma ilha do Caribe, o agente secreto inglês criou uma visão “implacavelmente cruel” sobre o tema. O vilão a quem ele se refere, no caso, é o Dr. No (Joseph Wiseman), de 007 Contra o Satânico Dr. No (1962).

“Não é nada surpreendente que o público aqui e no exterior seja cético (quanto à energia nuclear). Mas a RSC garante que a energia nuclear tem que ser parte da futura mistura nacional de energia, na qual ela desempenha um papel importante, complementada por recursos naturais”, disse o cientista à BBC.

Combustíveis fósseis tem que ser erradicados para que as pessoas vivam em um ambiente saudável. Vamos dizer sim para a energia nuclear e não para o absurdo Dr. No”, acrescentou.

A opinião de Phillips não é compartilhada por ativistas ambientais, previsivelmente. “Um punhado de filmes de Bond não manchou a reputação da indústria nuclear, eles conseguiram fazer isso sozinhos”, afirmou Richard George, do Greenpeace.

George ainda foi irônico: “Não acho que eles tenham uma ilha vulcânica ultra secreta, no entanto. Mas se tivessem, seria provavelmente mais barato do que construir uma usina de energia nuclear”.

 

Skyfall

O próximo filme de James Bond, Skyfall, tem estreia marcada para 9 de novembro deste ano no Reino Unido. Dirigido por Sam Mendes, ele traz pela terceira vez Daniel Craig no papel de 007, além de Judi Dench, Naomie Harris, Javier Bardem, Ralph Fiennes, Sam Whisaw e Bérénice Marlohe.



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