Piper Kerman, autora do best-seller Orange is The New Black, no qual é baseada a série homônima, vai ganhar um prêmio em Washington DC, nos Estados Unidos, por seu trabalho por melhores condições das prisões femininas dos EUA. A homenagem será entregue no Constituinal Commentary Awards, da organização Constitution Project, baseada na capital dos Estados Unidos.

Piper, americana de 44 anos e de classe média, ficou presa por um ano por carregar dinheiro sujo de um traficante africano. Ela escreveu sobre a experiência em um livro que, posteriormente, originou a série do Netflix.

“Saí da prisão em 2005, com perspectivas de reentrada na sociedade muito melhores do que as 700 mil pessoas que entram e saem da prisão anualmente”, disse ao site Politico. “Por uma razão muito simples: eu tinha uma vida estável, uma casa, uma família”, disse Piper em entrevista ao site Politico.

No Congresso americano e na Associação da Prisões Femininas, da qual é conselheira, Piper advoga em nome da população de presas no país, que são frequentemente submetidas a tempo em solitárias mesmo quando sofrem de doenças mentais.

“Neste momento, há 80 mil pessoas na solitária, um número assustador porque o impacto da solitária na saúde das pessoas é muito sério”, critica.”O confinamento na solitária também é usado para punir ou intimidar mulheres que denunciam ou podem denunciar abuso sexual enquanto estão sob custódia”, esclarece.

Na opinião dela, tal conduta por parte do Estado pode levar desde ao agravamento de suas condições de saúde à problemas maiores, como o suicídio.

“Este tratamento é particularmente cruel para pessoas com doenças mentais, especialmente mulheres, já que elas são mais propensas a estas doenças”, afirma. Kerman diz ainda que as família das mulheres que vão para a solitária, especialmente as que tem filhos, são profundamente afetadas.

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