O diretor de cinema britânico Mike Leigh (Simplesmente Feliz, Agora ou Nunca) decidiu declinar do convite de visita a Israel, feito em abril por uma escola de arte dramática, por ser contrário às diretrizes do Governo de Benjamin Netanyahu.

Leigh, de 67 anos, comunicou sua mudança de opinião em carta a Renen Schorr, diretor da Escola de Cinema e Televisão Sam Spiegel, que a divulgou hoje em seu site.

Na carta, o autor de Segredos e Mentiras e O Segredo de Vera Drake explica que o Executivo israelense vai “de mal a pior” e que sua visita representaria, “implicitamente, um apoio a Israel”.

“Como você sabe, sempre tive sérios receios sobre ir, mas me permiti ser persuadido por sua sinceridade e seu compromisso. E precisamente por essas suas qualidades lamento especialmente ter te abandonado. Mas não tenho outra escolha. Não posso ir, não quero ir e não vou”, assinala Leigh, indicado ao Oscar em seis ocasiões.

O cineasta assegura que “quase” cancelou a visita em maio devido ao assalto militar israelense à Flotilha da Liberdade, no qual morreram nove cidadãos turcos, e lamenta a “covardia” de não tê-lo feito quando Israel decidiu não prorrogar a moratória sobre novas construções nas colônias judaicas da Cisjordânia.

No entanto, Leigh diz que a “gota d’água” foi a emenda que obriga os não judeus que querem cidadania israelense a jurar lealdade ao país como “Estado judeu e democrático”.

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