A diretora Kathryn Bigelow escolheu não revelar nomes e informações a que teve acesso sobre a morte de Osama Bin Laden no filme A Hora Mais Escura, conta o site The Hollywood Reporter nesta quinta-feira (29).

De acordo com o THR, a cineasta teve encontros com oficiais do governo. Ela teria sido informada dos nomes das pessoas envolvidas na operação, incluindo seu principal coordenador e outros oficiais da CIA que participaram do plano.  Estrelado por Jessica Chainstain, o longa-metragem narra detalhes da operação que capturou e matou o terrorista em 2011.

Em 2012 e 2013, a fundação conservadora Judicial Watch – que luta por mais tranparência no governo norte-americano – requisitou as mesmas informações por meio do Ato de Liberdade de Informação, mas teve o pedido negado pela Justiça nessa quarta-feira (28). 

Anteriormente, o grupo teve sucesso em obter documentos acessados pela diretora do filme. Os nomes dos envolvidos, no entanto, apareciam apagados.

Eles argumentaram que, quando os oficiais divulgaram as informações para a diretora e o roteirista Mark Boal, nenhuma condição foi estabelecida. Desta forma, eles poderiam ter usado os dados no filme sem enfrentar consequências legais e, portanto, os dados são públicos.

O juiz Rudolph Contreras foi contrário à tese. “Mesmo se o que foi divulgado for verdadeiro – e pode não ser, já que quando o sub-secretário Vickens mencionou o nome do oficial, ele enfatizou que a única coisa que pedia a ela é que não revelasse o nome de forma alguma – isso não seria suficiente para solicitar uma exceção a partir do Ato de Liberdade de Informação”, argumentou.

“O que importa não é se as informações são verdadeiramente públicas, mas sim se elas estão ou não em domínio público”, sentenciou.

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