Enquanto o reality americano RuPaul’s Drag Race, liderado pela drag superstar RuPaul, continua arrebatando fãs pelo mundo, um núcleo de drag queens cariocas busca produzir seu próprio programa.

Drag-se é o projeto de uma série para internet, com produção da Suma Filmes, e deve focalizar o cotidiano de seis drags cariocas da nova geração. O projeto busca recursos através do esquema Catarse de crowdfunding.

“Além das drags que se transformam de verdade, percebi que tem muita gente querendo se montar”, afirmou João Pedro Marinho, de 21 anos, um dos expoentes dessa cena, em entrevista ao jornal carioca Extra. “Uma galera que coloca uma peruca baratinha, improvisa uma maquiagem e vai lá se expressar e se divertir, sem se preocupar”.

A cena noturna do Rio de Janeiro tem assistido à proliferação de drags nas festas gays alternativas, como a Drag Attack, criada pelo produtor de moda Gabriel de La Torre, 24 anos, que vive a drag Pandora Yume.

“A ideia de me montar era tirar esses héteros de sua zona de conforto homofóbica e acirrar ainda mais esse estranhamento que eu havia percebido. Foi um gesto político”, conta Gabriel/Pandora. “Mas em vez de atiçar ainda mais qualquer confronto, consegui interagir de uma maneira nova com as pessoas”.

Para saber mais detalhes sobre o projeto Drag-se, vale a pena conferir a página no Catarse.

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