O Marco Ricca é Chatô no longa (Reprodução/Vídeo)

Chatô- O Rei do Brasil, o polêmico e atrapalhado filme de Guilherme Fontes que levou VINTE anos para ficar pronto (entre pré-produção e finalização) finalmente ganhou trailer, divulgado pelo escritor Fernando Morais, autor da biografia Chatô, o rei do Brasil, que inspirou o filme. Daí, você pensa: “legal, finalmente dá pra ter uma ideia da história do empresário e jornalista Assis Chateaubriand“, certo? Errado.

O que se vê no trailer são cenas – do depoimento de uma amante num tribunal à posse de Getúlio Vargas – coladas umas às outras sem muita conexão entre elas, reflexo, talvez, da própria trajetória que o longa percorreu nessas duas décadas. A explicação pode estar no próprio roteiro, que foi escrito de forma não linear, como se fosse uma alucinação do próprio Chatô, segundo a ótima reportagem da revista Época. 

Fontes começou a captar recursos do longa em 1995, começou a rodá-lo em 1999, quando interrompeu a produção. Montou o filme em 2006 e finalizou esse ano. Devido à má gestão dos recursos, o ator foi condenado a três anos de reclusão por sonegação fiscal.

Um dos homens mais influentes do país, Chateaubriand foi um magnata das comunicações entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados,  maior conglomerado de mídia da América Latina, que tinha mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica.

Mas tem coisa boa sim.

A atuação de Marco Ricca, no papel de Chatô. 

Letícia Sabatella cantando e divando. 

Reconstituições históricas. 

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