(crédito: Renato Velasco/TV Globo/Divulgação)

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JEFF BENÍCIO

A manchete não poderia ser melhor para a cúpula do jornalismo da Globo: o Jornal Nacional está superando a pior crise de audiência em 47 anos no ar.

Nas últimas semanas, a cobertura ostensiva dos conflitos políticos no país fez o principal telejornal da emissora aumentar em mais de dez pontos a média de audiência em certas noites, na comparação com o ano passado.

Enquanto em 2015 o JN registrou recorde negativo de 18 pontos numa edição e derrotas sucessivas para a trama bíblica Os Dez Mandamentos, da Record, agora tem alcançado frequentemente os 30 pontos. No dia 16 deste mês marcou 32 de média, maior índice do ano.

Março deverá ser o melhor mês de anos recentes. Até o sábado (26), o telejornal apresenta média de 29.5 pontos, ante 26 em fevereiro e 25 em janeiro.

Cada ponto no Ibope aferido em São Paulo equivale a 69,4 mil residências e aproximadamente 200 mil telespectadores.

Ou seja, o noticiário prioritariamente político do JN tem conseguido atrair todas as noites quase 6 milhões de pessoas somente na maior região metropolitana do país.

 

A boa fase do jornalístico é influenciada ainda pela herança de público da produção que o precede, a novela das 19h Totalmente Demais, melhor média em sua faixa horária (26 pontos) desde o fenômeno Cheias de Charme, de 2012.

A ótima audiência da etapa final de A Regra do Jogo, folhetim das 21h encerrado no dia 11, e o início promissor da sucessora, Velho Chico, também contribuíram para a reação do JN no Ibope, com os noveleiros sintonizados no telejornal à espera da principal atração de teledramaturgia da Globo.

Ainda que, nesse momento, tenha público maior do que nos últimos anos, o Jornal Nacional está longe de recuperar as melhores marcas da última década. Em 2006, a média foi de 36 pontos. No ano passado marcou 24 pontos.

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