Um dos cineastas mais importantes do Brasil, Carlos Reichenbach (1945-2012) é o tema de uma mostra quase completa com filmes (longas e curtas) dirigidos por ele, além de documentário sobre o diretor e um filme onde ele atua como ator (Avanti Popolo, de 2012).

Gaúcho radicado em São Paulo, Reichenbach tornou-se um símbolo do cinema paulista nos anos 70 e 80, criando uma obra que misturava tendências fortes da época: o Cinema Marginal, a Boca do Lixo e a Pornochanchada – o resultado é uma filmografia única, com bastante personalidade.

Na mostra que estreia no Rio de Janeiro em 5 de maio, serão exibidos diversos filmes do diretor (com projeções em 35mm e também em DVD), além do doc inédito Carlos Reichenbach: Relatório Confidencial, dirigido por Eugênio Puppo. Entre os curtas de Reichenbach, estará presente o clássico Essa Rua Tão Augusta, de 1968:

Também rolará um debate, no dia 7 de maio, às 19h, reunindo os cineastas Daniel Caetano e Leonardo Luiz Ferreira e o crítico Mário Abbade, curador da mostra. A mostra é quase completa, pois exibe 12 longas do diretor – ele dirigiu 15. Entre os imperdíveis, títulos como Lilian M – Relatório Confidencial, O Império do Desejo, Alma Corsária e Paraíso Proibido.

Mostra Carlos Reichenbach – O Cinema de Autor Brasileiro
De 5 a 17 de Maio
Caixa Cultural Rio – Cinema 1
Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
Ingressos R$2 e R$4
Programação completa no Facebook da Caixa Cultural

Os filmes de Carlos Reichenbach

O cineasta gaúcho radicado em São Paulo Carlos Reichenbach é um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro moderno, e principalmente do cinema paulista
Estreou em longas com a comédia maluca com toques de Jovem Guarda
Sua consagração veio com o filme seguinte,
Filme bastante moderno para a época, que misturava o tom da pornochanchada com um lado sério, existencialista e quase documental
Até hoje é considerada a obra-prima do cineasta
Em seguida ele fez o estranho
Eis aqui um típico representante da pornochanchada, mas com Reichenbach na direção tudo ganha toques irônicos e irreverentes
Na mesma linha,
Rodado no litoral paulista, mostra um DJ de rádio, sedutor e mulherengo (Jonas Bloch), que se envolve com diversas mulheres
Em plena era da
Na sequência, mais um filme que flerta com o erótico, mas sempre com o tenso tom de suspense que envolve as obras de Reichenbach
Um dos filmes mais caóticos do diretor (como o nome já indica), mostra o protagonista Ênio Gonçalves (direita) em crise na cidade, perseguido por uma espécie de demônio com quem faz um pacto
Ambientado numa escola de subúrbio de SP, mostra o cotidiano de três professoras, lideradas por Betty Faria (direita)
Um dos melhores filmes do cineasta, narra a amizade entre dois homens, desde a infância nos anos 50, o envolvimento com a ditadura nos 60 e o reencontro na fase final, quando um deles (Bertrand Duarte, direita) tem um encontro marcado com a Morte (Carolina Ferraz)
Carlos Alberto Ricelli nos bastidores do filme ambientado em 1968, no auge da ditadura militar
Já no Século XXI, Reichenbach focaliza a vida de garotas operárias na região industrial do ABC paulista, em meio aos conflitos raciais e religiosos que envolvem um grupo neo-nazista
Betty Faria volta a estrelar um filme de Reichenbach, como a mulher amante de um político que esconde o filho deste quando a esposa do figurão se suicida. Em cena, Betty com Werner Schunemann
Último longa do diretor, com a trans Léo Aquilla (esquerda) e Rosane Mullholand (direita) como irmãos em busca de uma vida melhor. A personagem de Rosane é a
Que se envolve com o pagodeiro
E acaba se prostituindo, sem perceber exatamente como

Ícone do cinema paulista, Carlão Reichenbach ganha mostra no Rio de Janeiro

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