A atriz sueca Greta Garbo (1905-1990) foi um dos maiores ícones do cinema. No auge da carreira em Hollywood, aos 36 anos, o mito surpreendeu o mundo ao largar a profissão. E declarou: “I Want to Be Alone!”

Guardadas as devidas proporções, o Brasil também tem suas “Gretas Garbos”. Uma delas, Ana Paula Arósio, pode ser que volte atrás: após uma carreira de sucesso como atriz, Arósio largou tudo aos 34 anos em 2009, mas ameaça voltar – acaba de estrelar o filme A Floresta que se Move e é rondada por convites da TV. A outra, pelo visto, vai manter sua decisão de não trabalhar mais como atriz. É Lídia Brondi, que completa 55 anos nesta quinta-feira (29/10).

Em 1992, aos 32 anos, Lídia largou uma carreira bem-sucedida em cinema, teatro e principalmente TV, e mudou de ramo: formou-se em psicologia, área em que atua até hoje. E continua casada com o ator Cássio Gabus Mendes, desde 1990. A atriz tem uma única filha, Isadora, fruto do casamento com o diretor de TV Ricardo Waddington.

Mas, mesmo longe da mídia, Lídia não consegue ser esquecida. Na internet, blogs e páginas de fãs dedicados a ela se proliferam, e a atriz continua cultuada e admirada – e claro, os fãs vivem pedindo sua volta à TV.

Boatos afirmam que vários papéis na TV foram oferecidos a ela, que teria recusado todos. Entre eles, a personagem de Vera Zimmermann na minissérie Contos de Verão (1993), a de Viviane Pasmanter na novela A Próxima Vítima (1995) e a de Reneé de Vielmond em Paraíso Tropical (2007).

Para os que têm saudades de Lídia, algumas de suas novelas foram lançadas em box de DVDs pela Globo (Dancin’ Days, Roque Santeiro, Vale Tudo e Tieta; as três primeiras foram reprisadas pelo Canal Viva). E o Canal Viva anunciou para 2016 a reprise de Meu Bem Meu Mal, a última novela da atriz.

Para homenagear essa que é uma das divas de nossa TV, o Virgula relembra a trajetória completa da atriz. Com vocês, Lídia Brondi…

Tudo Sobre Lídia Brondi, a Greta Garbo brasileira

Lídia Brondi nasceu em 29 de outubro de 1960, e completa 55 anos em 2015
Filha de um pastor presbiteriano, ela começou a carreira artística no início dos anos 70, como modelo de revistas e atriz em séries da TV Educativa
Aos 15, estreou em novelas na Globo, na tensa
Lídia viveu Stela, a garota rica que morava com a família tradicional no edifício em frente ao Minhocão, em SP, cenário dos dramas dessa novela nervosa
Em seguida Lídia migrou para o horário das 18h da Globo, onde atuou em
Seu par romântico era o ator Lauro Góes (que assim como Lídia hoje está afastado dos holofotes)
Depois, também às 18h, veio esta novela circense. Lídia era Lúcia, garota que trabalhava no circo
Nessa época as novelas das 18h eram super curtas, duravam 3 meses
Por isso, no mesmo ano ela foi para o horário das 20h, onde viveu a insuportável Beatriz em
Beatriz era a filha adolescente de Glória Menezes, e sabotava o romance da mãe com o galã vivido por Tarcísio Meira
A novela foi mal, mas Lídia roubou a cena. A mimada Beatriz tornou-se o grande destaque da novela (na foto, contracenando com Tony Ramos e Sônia Braga)
Com o sucesso de
Verinha iniciava a novela namorando o garoto Beto (Lauro Corona)
O triângulo amoroso jovem era formado por Vera, Beto e Marisa (Glória Pires)
Ao final, Vera levou a melhor e terminou ao lado do jovem galã
O mega-sucesso da novela e da personagem credenciaram Lídia como uma grande atriz revelação e também uma ninfeta símbolo sexual, rótulo que Lídia sempre rejeitou
Na novela seguinte, essa marca continuava: Lídia viveu a exuberante veterinária Renata
O triângulo amoroso desta vez era entre Renata, Polaco (Lauro Corona de novo) e Fernando (Tarcísio Meira)
Desta vez Lídia não terminou com o garotão Lauro, e sim com o
Não sem antes ter uma amizade que até hoje permanece não explicada: Renata teria um caso com Paloma (Dina Sfat), a protagonista da novela?
A fase de Lídia sex symbol era tão forte que em julho de 1980 ela esteve na capa da revista
Em 81, mais uma personagem
Mira irritava todo mundo (na foto, com Betty Faria e Tony Ramos), e disputava um dos gêmeos vividos por Tony na trama (ao final, casou com o gêmeo português e deu à luz gêmeos, fechando o ciclo da história)
Mira foi a 1ª da imensa galeria de garotas insuportáveis, irritantes e malvadinhas que Manoel Carlos faria em todas as suas novelas posteriores
No teatro, Lídia também vivia uma garota implicante, e aqui quase diabólica: foi na peça
Nessa época, Lídia estava numa fase bem teatral. Basta dizer que atuou em dois filmes baseados em peças de Nelson Rodrigues:
Lídia era Dália, a adolescente apaixonada pelo cunhado Arandir (Ney Latorraca)
O outro filme foi
Glorinha e sua amiga Nair matavam aula para irem a um bordel fazerem programa - as
No mesmo ano, mais Nelson Rodrigues: Lídia estrelou, no horário das 18h, a novela
E também com Edson Celulari, então em início de carreira. Lídia viveu Joyce, mais uma garota meio perversa
A certa altura, Joyce se finge de cega para sabotar o romance da prima (Elizabeth Savalla) com o personagem de David Cardoso
Na novela seguinte, às 19h, o clima melhorou. Lídia era a doce Suzy, irmã da mimada Débora (Natália do Valle)
Suzy se envolve à 1ª vista com o veterinário Paulo (Buza Ferraz), com quem se casa
No teatro, Lídia voltou a encarar coisas tensas: ela era a moça sequestrada pelo alucinado colecionador de borboletas vivido por Ewerton de Castro, em peça baseada no filme de 1965
Nesta novela das 19h, Lídia viveu Luciana, personagem que sumiu da trama (Lídia estava grávida de sua filha Isadora e decidiu se ausentar)
Em 85, o grande sucesso da história da Globo:
Lídia substituiu Elisângela (que faria o personagem em 1975) e viveu Tânia, a Princesinha do Filé Mignom
Tânia era filha de Sinhozinho Malta (Lima Duarte), o Rei da Carne Verde, e tentava impedir o romance do pai com a Viúva Porcina (Regina Duarte)
A personagem tinha um romance, no início da trama, com o personagem de Fábio Jr.
Mas seu grande amor era o Padre Albano (Cláudio Cavalcanti), um romance proibido que terminou de forma infeliz: Albano optou pela Igreja e Tânia ficou abandonada
Em seguida, começava uma fase bem pop na carreira de Lídia: no teatro, ela atuou em
A atriz saiu da Globo e foi para a TV Manchete, onde estrelou a novela
Lídia era Bárbara Diniz, repórter policial que tenta desmantelar uma quadrilha de criminosos
No mesmo ano, Lídia voltou ao cinema estrelando
No filme, Lídia formava par romântico com Jayme Periard
O longa tinha um tom de sensualidade e um ritmo de videoclipe
Em agosto de 87, Lídia foi novamente capa da
Em 88, o personagem mais famoso de Lídia: a editora de modas Solange Duprat, no sucesso
Solange tinha como rival a vilã Maria de Fátima (Glória Pires), que roubava da jornalista o namorado Afonso
Afonso era Cássio Gabus Mendes, com quem Lídia posou para a capa do disco da trilha sonora internacional da novela
Ao final, Solange consegue reconquistar Afonso, com quem se casa (depois de ter uma filha do galã)
Solange Duprat, a
A novela seguinte foi
Lídia era Leonora, a
Tieta e Leonora vão para Santana do Agreste, onde Leonora se envolve com Ascânio (Reginaldo Faria)
A última novela de Lídia foi
Novamente ela fez par romântico com Cássio Gabus Mendes, e nos bastidores eles iniciaram um romance. Estão casados até hoje. A novela será reprisada pelo Canal Viva a partir de 2016
O último trabalho de Lídia como atriz foi na peça
23 anos depois de abandonar a carreira artística, Lídia Brondi continua sendo lembrada e cultuada. Ela é a nossa Greta Garbo!

Lídia Brondi, a "Greta Garbo brasileira", chega aos 55 anos; relembre a trajetória da ex-atriz

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