A trajetória de um cineasta costuma seguir caminho básico: uma fase inicial de curtas-metragens, antes de se lançar na aventura do longa-metragem. E por lá ficar, dirigindo longas, sem voltar aos curtas.

Mas o diretor português Manoel de Oliveira, 105 anos (completa 106 em dezembro), é o Benjamin Button do cinema na vida real. Diretor de mais de 60 filmes (entre longas e curtas), há muito tempo que ele subverte essas “regras” e realiza curtas.

Um dos mais recentes é O Velho do Restelo (2014), que ganha exibição na 38ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo, cuja abertura ocorre no próximo dia 16.

O curta utiliza trechos de vários filmes do próprio Manoel, como Amor de Perdição (1979), Não ou A Vã Glória de Mandar (1990) e O Dia do Desespero (1992).

E a história do curta? Sentados num banco de jardim no século XXI, famosos personagens realizam uma estranha reunião: Dom Quixote, o poeta Luís de Camões (autor da obra Os Lusíadas, que tem um dos episódios batizado justamente de O Velho do Restelo), os escritores Teixeira de Pascoaes e Camilo Castelo Branco.

Para saber os horários de exibição do curta, é só acessar o site da Mostra.

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