The Office, A Bruxa de Blair e Borat são produções do subgênero mockumentary

Quando foi lançado, em 1999, o filme A Bruxa de Blair chegou a causar algum ~medo~. A premissa, um grupo de jovens que havia desaparecido em uma floresta de Maryland, nos Estados Unidos, em 1994, quando tentava documentar o que seria a lenda da Bruxa de Blair,  parecia bem plausível.

Teve gente que confundiu o filme com realidade e se perguntou se aquelas filmagens meio toscas de VHS do filme seriam mesmo reais, claramente sem ter visto os créditos finais do filme. Tratava-se de um falso documentário.

Cena de Borat

O subgênero falso documentário (mockumentary ou pseudodocumentário) é uma espécie de “filho bastardo” do documentário e da ficção: não é nem um nem outro, mas a mistura dos dois.

“É bom salientar, porém, que mockumentaries não são obrigatoriamente irônicos, debochados, satíricos ou paródicos. Podem ser absolutamente cínicos e melancólicos – por vezes combinam-se muito bem ao thriller e ao cinema de horror”, explica o pesquisador Alfredo Suppia no artigo Quando a realidade parece ficção, é hora de fazer mockumentary (2013).

É o caso de Jogo de Cena, por exemplo, de Eduardo Coutinho, que mistura depoimentos reais a relatos ficcionais com forte carga dramática, expondo os dramas das entrevistadas.

De Zelig a The Office, listamos, neste 1º de abril, dia mundial da mentira, dez produções – filmes e séries- que parecem ser mas não são. Dá uma olhada na galeria.

 

 

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