Que tal sair de casa para prestigiar o Cinema Brasileiro? Neste domingo (19), fazer essa (deliciosa) programação tem um gostinho especial: trata-se da data que celebramos o cinema nacional, instituída pela própria Ancine (Agência Nacional de Cinema).

O motivo? É que no dia 19 de junho de 1898, o italiano Afonso Segreto rodou o primeiro filme em movimento genuinamente nacional no Rio de Janeiro. Na verdade, era um documentário com cenas da Baía de Guanabara, tomadas das fortalezas e navios de guerra feitas a bordo do navio francês Brésil.

Há um ano, nesta mesma data, fizemos uma reflexão acerca da diversidade dos temas abordados no cinema brasileiro, o caminho para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, o prêmio em Berlim para Tropa de Elite e as grandes bilheterias de Se Eu Fosse Você 2 e Chico Xavier. E o que mudou em um ano?

No ano passado, o Brasil fez história com números. Tropa de Elite 2, muito aguardado após o sucesso do primeiro, chegou aos cinemas como uma superprodução, com direito a equipe de efeitos especiais de Hollywood, como Bruno Van Zeebroek (Transformers), William Boggs (Homem-Aranha), Rene Diamante (Che) e Keith Woulard (O Curioso Caso de Benjamin Button e Independence Day). Resultado, o filme de José Padilha acumulou em dezembro uma renda acumulada de R$ 102,6 milhões, bateu o número de Avatar, que era de R$ 102,3 milhões, e se tornou o filme de maior bilheteria da história no País.

Não para por aí. Depois de bater o recorde de maior abertura de filme brasileiro desde a Retomada, Tropa 2 levou, até dezembro, 10.736.995 espectadores ao cinema e se tornou a maior bilheteria da história do cinema nacional. Bateu o, até então, recordista Dona Flor e seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, que levou 10.735.524 às salas de cinema.

Alguns dos louros desse sucesso renderam oportunidades aos talentos brasileiros. Wagner Moura, o Capitão Nascimento, foi chamado para o projeto ultrasecreto de Neill Blomkamp, o diretor de Distrito 9, que concorreu ao Oscar em 2009, chamado Elysium. Ele vai interpretar “um vilão com um senso de humor doentio”. Na sequência dele, foi confirmado outra excelência das nossas terras: Alice Braga. Aliás, que se abra um parêntese no nome dela, já que no ano passado ela brilhou em Hollywood com Os Predadores e neste com O Ritual, no qual contracena com ninguém menos que Anthony Hopkins.

E o que dizer de José Padilha? O diretor fez tanto barulho lá fora que foi chamado pela MGM para dirigir o remake de RoboCop – O Policial do Futuro, além de se unir ao roteirista de Gran Torino (de Clint Eastwood) para fazer Tri-Border, um filme sobre crime em fronteiras latino-americanas. Recentemente ele foi cotado para a direção do segundo filme do Wolverine, mas perdeu para James Mangold (Johnny & June e Garota, Interrompida).

Toda essa pompa é muito importante, mas a proposta sempre será essa? Todos os nomes que brilham aqui, acabam no cinema norte-americano. Enquanto refletimos sobre a questão, o Virgula Diversão te mostra uma galeria para relembrar 10 filmes brasileiros que fizeram história no Brasil e fora dele. Basta clicar acima. 

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