Paris is Burning

Divulgação Paris is Burning

Shade! Strike a pose! Category is…Xtravaganza! Apesar de populares em tempos de RuPaul’s Drag Race, Academia de Drags e outros reality shows que evidenciam o universo drag no século XXI, todos esses termos do pajubá (linguagem popular da comunidade LGBT) são referências ao documentário Paris is Burning (Estados Unidos, 1990), que será exibido pelo Sesc Pompeia no final deste mês (dias 29 e 30 de setembro e 1º de outubro).

A programação faz parte da quinta edição do projeto Cinema Falado, abrigado pela unidade desde julho do ano passado, que consiste em trazer, por meio de experimentos cênicos, minicursos e bate-papos, uma investigação do papel da fala (ou da falta dela) no cinema e sua função na contextualização de um enredo fílmico.

Desta vez, o experimento cênico ‘Paris is Burning ao vivo’ propõe um duelo entre as personagens documentadas pelo filme e um grupo que traz performers LGBTs e drag queens da cidade de São Paulo, por meio de disputas de desfile, voguing e lipsync, por exemplo. Considerado um marco na filmografia da cultura LGBT, ‘Paris is Burning’ abre discussões sobre temas raciais, étnicos e de classe, além de sexualidade.

Ainda investigando a linguagem e as temáticas queer no cinema, o Sesc recebe o bate-papo ‘O Discurso Queer no Cinema Brasileiro’ (30/9), com Cláudia Priscilla, Lufe Steffen e Mariana Baltar, que traz um diálogo sobre as diferentes formas e caminhos do discurso e posicionamento político sobre identidades sexuais, temática queer e sexualidade no cinema nacional; e o minicurso “Personagem Homossexual, Transexual e Queer no Cinema Brasileiro’ (3/10 a 6/10), ministrado pelo pesquisador e crítico Mateus Nagime. Ele também faz a mediação do bate-papo.

 

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