Hollywood, a meca do cinema, sempre foi um oásis para os artistas gays, que puderam trabalhar e se expressar nessa indústria sem medo de assumir suas sexualidades. A afirmação, obviamente, é falsa. Desde os primórdios de Hollywood, gays e lésbicas aprenderam a mascarar suas orientações sexuais, principalmente diante do público.

Nos últimos 30 anos, o panorama mudou, e cada vez mais atores e atrizes passaram a se assumir como gays. Mas, segundo pesquisa recente, a homofobia na indústria não acabou.

De acordo com o site Digital Spy, uma pesquisa desenvolvida pelo Williams Institute, ligado à UCLA – Universidade da Califórnia -, revelou que mais de 50% dos entrevistados já escutaram comentários anti-gays sobre atores. Comentários vindos das bocas de diretores e produtores de Hollywood.

Ainda segundo a pesquisa, um terço dos entrevistados gays e um oitavo dos entrevistados não-gays disseram que já testemunharam tratamentos desrespeitosos com atores gays em sets de filmagens.

Um episódio do gênero ficou famoso no final dos anos 50. A atriz Katherine Hepburn estrelava o filme De Repente, no Último Verão (1959), adaptado de peça teatral de Tennessee Williams – autor notoriamente gay. Ao lado de Katharine, estrelavam Elizabeth Taylor e Montgomery Clift – ator também gay.

Reza a lenda que o diretor do filme, Joseph L. Mankiewicz, maltratava Clift nas filmagens, visivelmente com atitudes homofóbicas. A ilustre Hepburn aguentou calada as cenas que testemunhava. Ao final das filmagens, foi à casa do diretor. Quando este abriu a porta, ela simplesmente deu-lhe um tapa no rosto, virou as costas e foi embora.

Voltando à pesquisa do Williams: ela afirma que poucos atores gays se assumiram perante seus agentes e executivos da indústria. Por outro lado, 72% daqueles que se assumiram disseram que isso não afetou suas carreiras e recomendam que outros sigam o exemplo.

A pesquisa foi conduzida no final de 2012, e entrevistou 5.700 membros da federação americana de rádio e TV do Screen Actors Guild.

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