Quietinho desde Bastardos Inglórios, Quentin Tarantino abriu o jogo no último domingo, durante a festa da Weinstein Company após o Oscar. Ele contou ao site Deadline que o roteiro de seu próximo filme está quase pronto e que será inspirado no gênero spaghetti western.

Na verdade, o diretor confirmou o que o ator italiano Franco Nero adiantou na segunda (28), quando disse que estava desenvolvendo um projeto junto com Tarantino, e que teria ainda o envolvimento de Treat Williams e Keith Carradine (irmão de David, o Bill de Kill Bill). Segundo Nero, o filme deve se chamar The Angel, The Bad and The Wise e será um tributo ao cineasta Sergio Leone.

Já o diretor não fala sobre um possível título, mas acrescenta ao provável elenco o nome de Christoph Waltz, o ator austríaco que ele ajudou a revelar e que ganhou um Oscar de ator coadjuvante em 2010 por sua atuação em Bastardos Inglórios.

Mas, sendo um filme de quem é, é claro que o roteiro não deve ser linear ou simples. Tarantino revelou que pretende fazer um spagetthi western situado em uma época completamente diferente, tendo como cenário a escravidão nos Estados Unidos.

A mistura não chega a ser uma surpresa total, já que ele havia mencionado a vontade de unir os dois assuntos quando lançou Bastardos Inglórios. “Eu gostaria de fazer um western. Mas, em vez dele se passar no Texas, fazê-lo na época da escravidão. Com esse assunto com o qual todos tem medo de lidar. Vamos acender esta luz sobre nós mesmos. Poderia ser uma história ponderável de escravos fugindo na Underground Railroad. Ou poderia ser um filme excitante. Uma aventura. Um spagetthi western que acontece nessa época. Eu o chamaria de ‘southern’”, disse, durante uma coletiva naquela época.

Ainda antes, em 2007, Quentin Tarantino já tinha uma leve ideia do que poderia surgir. Naquele ano, ele disse em uma coletiva na Inglaterra que queria “explorar algo que ainda não foi feito. Quero fazer filmes que lidem com o terrível passado da América, com escravidão e coisas assim, mas em forma de spaghetti westerns…quero falar de tudo que a América nunca mexe porque tem vergonha, e que outros países não abordam porque acham que não tem o direito de fazer isso”.

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