Polêmica à vista. Está chegando ao Brasil o aguardado LOVE, a nova bomba atômica preparada pelo diretor argentino Gaspar Noé. Sabe quem é? Aquele que dirigiu Irreversível (2002), o filme que chocou as pessoas por conter uma cena explícita de estupro, com duração de 9 minutos.

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Então. Parece que o esporte predileto de Gaspar é descobrir: “Como vou fazer para chocar ainda mais o público?” Desta vez, a resposta deve ter sido: “Já sei! Vou colocar um pênis ejaculando na frente da câmera, em 3D!”

O fato é que tal cena (que só aparece depois da metade do filme) virou “o” assunto ligado a esta obra, que como já era previsto, causou furor no Festival de Cannes em maio (como aconteceu em 2002 com Irreversível). Então, se você quiser ver o filme só para conferir este momento (que dura apenas alguns segundos), tudo bem. De repente é uma opção.

Mas tirando a ejaculada em 3D, o que mais o filme oferece? Vamos lá, listamos 3 coisas legais e 3 coisas chatas desse lançamento:

Coisas Legais

1 – A fotografia é bela
O filme todo é em 3D, e embora esse efeito seja dispensável (não agrega nada à trama), existem momentos bonitos e pronto. Esteticamente é uma experiência interessante, como ir a uma exposição de artes visuais

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2 – Corpos nus
Não vamos ser hipócritas, certo? Quem não gosta de ver corpos suculentos sem roupa? Se você, leitor (a), curte garotas, vai ver pelo menos três atrizes em vários takes de nudez total, e em cenas de sexo explícito. Se você curte garotos, só vai ter uma opção: o protagonista, Karl Glusman. Mas tá ótimo: ele é belo e apetitoso, dá água na boca

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3 – Pornô
Além da nudez em si, vale destacar a decisão do diretor de mostrar abertamente as cenas de sexo, com os atores realmente transando. Não deixa de ser uma façanha, já que ainda são muito poucos os filmes que atravessam essa fronteira. Recentemente, a França nos deu Azul é a Cor Mais Quente e Um Estranho no Lago (ambos de 2013). LOVE não chega ao nível dos citados, mas é bom ver sexo no meio de um filme não-pornô

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Coisas Chatas

1 – Pretensioso
Todo filme é pretensioso, OK? Mas LOVE passa um pouco do limite. É muita pretensão: o diretor quer discutir o amor, o sexo, as relações afetivas e sexuais, o romance, a crise conjugal, as escolhas da vida, o destino, o existencialismo, o vazio do ser humano, etc, etc e etc… Preguiça desse tom sério para discutir essas coisas com “profundidade”… Ah, nos poupem!

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2 – Personagens malas
Talvez para quem adora uma DR e adora dar escândalo com o (a) namorado (a) em público, e causar, e se estapear com o ser amado e depois reatar, enfim – o filme possa fazer algum sentido. Mas se não, fica difícil se envolver com o trio central de personagens problemáticos que adoram entrar em crise. Que gente complicada, senhor…

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3 – Egotrip
O personagem central, Murphy (Karl), é um jovem aspirante a cineasta. Americano morando em Paris, é um rebelde sem causa. Tudo indica que é meio autobiográfico – seria um retrato do diretor Gaspar Noé quando jovem? Teria ele vivenciado as relações mostradas no filme? Parece que sim, mas e daí? A trama não chega a envolver o público, fica muito no umbigo do diretor. Nada contra tramas autobiográficas, mas é preciso se conectar com as plateias, senão fica sendo apenas uma egotrip mesmo…

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Enfim, depois de tudo isso, vá assistir e tire suas conclusões. O filme entra em cartaz no Brasil na quinta-feira 10 de setembro…

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