Divulgação/David Drew Zingg

Toda mulher é meio Leila Diniz, como canta Rita Lee na música Todas as Mulheres do Mundo? Sim ou com certeza?  Se você não sabe quem é Leila Diniz, é bom conhecê-la. Revolucionária e musa, a atriz nascia há 70 anos, em 25 de março de 1945, em Niterói, mas foi criada entre Copacabana e Ipanema.

Morreu em um acidente de avião em Nova Déli, Índia, em junho de 1972, aos 27 anos, quando voltava de um festival de cinema na Austrália, onde foi receber o prêmio de melhor atriz pelo filme Mãos Vazias. 

Listamos frases polêmicas da atriz na famosa entrevista dada ao Pasquim, de 15 de novembro de 1969, quando tinha 24 anos. Por causa dessa entrevista, recheadas de palavrões, além de ser recusada em trabalhos na TV e ter sido atacada pela direita, pela esquerda e pelas feministas. Teve seu nome emprestado a uma lei: Lei Leila Diniz. Criada pelos militares, possibilitava a censura prévia aos jornais.

Veja na galeria.

Carreira

Estreou no cinema em 1966 no longa O mundo alegre de Helô. Mas foi com o filme Todas as mulheres do mundo, também de 66, do então marido Domingos de Oliveira, que se tornou conhecida. Fez mais de 12 novelas, 14 filmes, diversos comerciais e estampou capa de várias publicações.

Além de O Pasquim, Leila foi capa de várias publicações, como nas revistas Realidade (destaque grande), O Cruzeiro e Amiga.

Sacudiu a conservadora sociedade brasileira da década de 60 com suas declarações polêmicas e ao quebrar regras de conduta ultrapassadas e caretas que castravam o comportamento feminino. Irritou feministas, a direita e a esquerda por defender o amor livre. Nos anos 70 e 80, no entanto, viraria símbolo da libertação feminina.

Sem mais artigos