A jornalista e produtora cultural Suzy Capó foi encontrada morta no último sábado (10). A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente, entretanto o ativista Luiz Mott afirmou no Facebook que teria sido suicídio. Cofundadora do Festival Mix Brasil, a maior mostra de cinema LGBT do país, ela integrava atualmente o Festival do Rio, além de organizar o PopPorn.

Ao acender os holofotes no audiovisual para o tema da diversidade sexual, Suzy atraiu muitos amigos e admiradores que já sentem sua ausência e lotam seu mural no Facebook com textos, fotos e recordações.

Suzy Capó atuou como atriz de teatro nos anos 80, participando de montagens e grupos que se destacaram na vanguarda da época. Em 2000, voltou a atuar, participando da peça As Sereias da Rive Gauche (escrita pela cantora Vange Leonel, morta em 2014), que retratava o universo das artistas e escritoras lésbicas que movimentaram Paris nos anos 20.

Nos anos 90, Suzy passou a ter importante atuação no movimento LGBT, tendo lançado o Festival Mix Brasil em 1993, em parceria com André Fischer. A dupla inspirou-se no Mix New York para fazer a versão brasileira do evento. Em 21 anos, o Mix fundou as bases do cinema brasileiro LGBT moderno, abrindo espaço para os hoje sete festivais do gênero no país.

Depois de deixar o Mix, em 2009, Suzy abriu a Festival Filmes, primeira distribuidora de cinema LGBT do Brasil, além de realizar o PopPorn Festival e participar do Festival do Rio – onde criou, em 2014, o prêmio Félix, para o melhor filme LGBT do evento.

Seja atuando como curadora, diretora de festival ou ativista, a profissional sempre levou a reflexão sobre os direitos LGBT para o primeiro plano. Em nota na rede social, também o Festival do Rio lamenta a morte de Suzy: “Sua energia e lealdade serão sempre lembradas por nós. Sua disposição para criar, mudar e fazer acontecer, guardaremos conosco. Suzy Capó deixa um legado e uma memória de força de trabalho, paixão e convicção no que acreditava. Com tristeza vemos se desfazerem os planos e projetos previstos com ela para 2015”.

Suzy deixa um legado um de questionamentos e reflexões sobre os direitos LGBT.

Suzy deixa como legado uma série de questionamentos e reflexões sobre os direitos LGBT.

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