Olha esse céu!

Aline Lacerda / Virgula No fundo, a montanha mais alta é o vulcão Licancabur

O Brasil é o segundo país que mais manda turistas ao Chile, perdemos apenas para os hermanos argentinos. No ano passado, mais de 450 mil brasileiros desembarcaram por lá e, mesmo com a crise, fomos a nacionalidade que mais gastou em terra chilenas. Tradicionalmente, o destino ainda é muito valorizado como uma opção de turismo de inverno como chance de poder ver neve aqui pela América do Sul, mas o norte do País e as belezas estonteantes do deserto do Atacama também ganham fãs. E, vamos logo avisando, muito merecidamente! 

Andando pelas ruas de San Pedro de Atacama, vilarejo de pouco mais de cinco mil habitantes que é ponto de encontro e reúne toda a estrutura hoteleira e gastronômica da região, escuta-se português o tempo todo, seja entre grupos de amigos jovens ou casais que já passaram dos 50 anos. Além da experiência única de contemplação da natureza, esta diversidade de público e de atividades que atendem a todos eles é também uma das características que tem atraído mais e mais viajantes.

A variedade também existe nas hospedagens e nas várias faixas de preço e serviços oferecidos. Entre os brasileiros que escolhem descobrir a natureza do deserto mais alto e árido do mundo com um pouco mais de conforto e luxo, o Tierra Atacama é um das opções mais buscadas. O hotel boutique foi eleito o melhor do Chile pelo World Travel Awards e tem uma unidade do premiado Uma Spa.

Pôr do sol no Salar de Atacama

Aline Lacerda / Virgula Pôr do sol no Salar de Atacama

“Historicamente, os brasileiros representam o segmento mais importante deste hotel. Estamos em um local privilegiado com céu aberto, sol, boas temperaturas, além das atrações no entorno, e isso é algo que conquista o turista do Brasil”, explica o gerente Nicholas Russ.

Um pouco afastado do centro da vila, o espaço consegue manter em equilíbrio perfeito o luxo de um hotel boutique e a simplicidade e rusticidade do deserto. Inaugurado em 2008, a construção tem algumas curiosidades. Primeiro, de qualquer ponto pode-se ver o vulcão Licancabur, estrela da paisagem da região. Segundo, o hotel foi construído em um terreno que servia como refúgio para viajantes que saíam da Argentina e passavam por ali para cruzar a Cordilheira dos Andes. Por isso, paredes de adobe – mistura de barro e grama – erguidas há mais de 150 anos foram preservadas. A cultura local também aparece na decoração com obras de arte regionais e tecido feitos à mão.

O hotel tem 32 quartos – sem TV! – e um lobby intimista que reúne em um mesmo ambiente recepção, bar, sala de descanso, de jogos e restaurante. Na alta temporada, que vai de novembro a abril, a capacidade é de, no máximo, 68 hóspedes. Mesma época em que o quadro de funcionários salta para mais de 110 nomes. Ou seja, é como se cada cliente fosse cuidado de perto por duas pessoas.

Estes números se explicam porque o hotel trabalha em sistema de all-inclusive em que estão inclusos traslado do aeroporto de Calama, café da manhã, almoço e jantar, open bar com vinhos da casa, excursões e uso do spa. Nos passeios, são disponibilizadas as entradas nos complexos turísticos, transporte, guia especializado e lanche.

 

Serviço:
Em regime all-inclusive, o período de quatro noites – tempo ideal para fazer os passeios da região -, o quarto superior duplo sai US$ 2.450 por pessoa (aproximadamente R$ 8.740). Em quarto single, o pacote de quatro diárias é cobrado US$ 3.050 (aproximadamente R$ 10.900). Adolescentes entre 12 e 17 anos pagam US$ 780 (aproximadamente R$ 2.800) a mais, crianças de quatro a 11 anos US$ 500 (aproximadamente R$ 1.780) além do valor do casal. Menores de quatro anos tem acesso liberado. Para pacotes de duas noites, o quarto duplo custa US$ 1.390 (aproximadamente R$ 4.900) por pessoa.

Em baixa temporada, é possível fechar opções de hospedagem somente com café de manhã e sem traslados, nem passeios. Em média, o apartamento duplo sai por US$ 560 (aproximadamente R$ 2 mil por pessoa).

Turismo no Deserto do Atacama:
Para visitar o Chile, o turista brasileiro precisa de uma carteira de identidade com menos de 10 anos de expedição ou um passaporte válido por pelo menos seis meses.

Para se chegar a San Pedro de Atacama, saem voos do Rio de Janeiro e de São Paulo para Santiago, capital chilena. De lá, são mais duas horas de voo até Calama e, então, mais uma hora e meia de carro até o vilarejo. O local fica a 2.400 metros de altitude.

A moeda local é o peso chileno. Um real vale aproximadamente $194 pesos.* Para comparação, um refrigerante nos aeroportos custa 1.550 pesos chilenos, o equivalente a R$ 8.

* cotação do dia 24/05/2016
**a repórter viajou ao Chile a convite do Hotel Tierra Atacama

 

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